10 de janeiro de 2011

Katalin Varga (2009)
Peter Strickland

A ilação que se tira de Katalin Varga (história trágica sobre o desejo de vingança resultante de uma violação distante), e além de tudo o que o Carlos refere aqui, é a tentativa do cineasta em humanizar o pecador, conferir-lhe um desejo de remissão. Porque Etelka não é mais que um homem comum que no passado cometeu essa barbaridade. E desse desejo de remissão de Etelka ao enfrentar-se cara a cara com a sua vítima resulta não só essa humanização daquilo que (supostamente) seria desumano, como numa índole de aproximação entre vítima e carrasco (e o fruto daquele acto - o filho - reforça essa aproximação) expiando assim o pecado de cada um. Qualquer coisa como isto.

3 comentários:

LN disse...

Vi-o há uns tempos e achei muito mau. Mas para quem não tem experiência a dirigir e escrever, até há um ou outro ponto com o mínimo realce.

Conheces este blogue?

http://freakiumemeio.wordpress.com/

Achei muito bom.

Álvaro Martins disse...

Eu não achei mau (nem bom). Comparando com o que vi antes, o Madeo, gostei mais deste. Tem muitas falhas é verdade, (e parece-me que o problema é mesmo esse de ser o primeiro filme do homem) mas é competente.

Não, não conhecia o blogue. Já lá vou dar uma vista de olhos ;)

Anónimo disse...

o cinema romeno merece acompanhamento, pela originalidade e vigor dos roteiros. katalin é um boa oportunidade de se investigar um pouco mais essa vertente. não é nenhuma obra de arte, mas assisti com interesse.