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10 de janeiro de 2011

Katalin Varga (2009)
Peter Strickland

A ilação que se tira de Katalin Varga (história trágica sobre o desejo de vingança resultante de uma violação distante), e além de tudo o que o Carlos refere aqui, é a tentativa do cineasta em humanizar o pecador, conferir-lhe um desejo de remissão. Porque Etelka não é mais que um homem comum que no passado cometeu essa barbaridade. E desse desejo de remissão de Etelka ao enfrentar-se cara a cara com a sua vítima resulta não só essa humanização daquilo que (supostamente) seria desumano, como numa índole de aproximação entre vítima e carrasco (e o fruto daquele acto - o filho - reforça essa aproximação) expiando assim o pecado de cada um. Qualquer coisa como isto.