9 de dezembro de 2009

Inglourious Basterds (2009)

Um filme de Quentin Tarantino











Pois, nota-se bem a influência de Leone no cinema de Tarantino, desde o plano inicial ao plano final, desde o movimento da câmara ao movimento das personagens, desde a construcção e apresentação das personagens à introdução dos momentos musicais no filme. Aliás, nota-se a influência de muito senhor no cinema de Tarantino. Leone, Peckinpah, Fuller... E sobretudo a vontade de mostrar a sua paixão pelo cinema, o seu amor pela sétima arte. Pessoalmente, este não é o tipo de cinema que mais me agrada, contudo não posso deixar de reconhecer que estamos perante um grande filme, uma grande homenagem ao cinema, principalmente ao cinema de acção e aos westerns spaghettis. Kill Bill e sua sequela já assim o demonstravam mas Inglorious Basterds demonstra-o muito mais.

3 comentários:

Fifeco (Filipe Ferraz Coutinho) disse...

Quanto a mim é um dos melhores do ano!

Ritinha disse...

E, acima de tudo, há que saudar alguém que faz filmes com uma liberdade e um sentido de humor próprios de uma insanidade jovem a produzir para um grupo de amigos.

Álvaro Martins disse...

Fifeco,
pois, mas quanto a mim não. É bom mas há muito melhor referente a este ano.

Ritinha,
Sim, aliás, esse é o grande mérito de Tarantino, aliado ao facto de ser sem dúvida um apaixonado pelo cinema e fazer questão de o mostrar em qualquer um dos seus filmes. Contudo, não posso deixar de referir que a qualidade do seu cinema se baseia muito nessa questão e nos aspectos técnicos. Depois, chega rapidamente ao mainstream devido à fraca linha narrativa, filosófica e moralista dos seus filmes. Ou seja, Tarantino (está provado) é acção e acção tem de ser julgada como tal. Portanto, não retirando nenhum mérito, é um bom filme de acção mas não passa disso.