25 de novembro de 2010

Les Amants du Pont-Neuf (1991)













História de amor (como de resto todos os filmes de Carax o são) a oscilar entre o romance e a obsessão. Passeia-se pela tragédia mas alcança a felicidade e a redenção. Mas nada de ligeirezas românticas. Físico até às entranhas numa relação quase "una" entre aqueles dois seres, um dependente do outro. Amor sim mas um amor louco, obsessivo (quase tanto como em Boy Meets Girl). Todo o cinema de Carax tem essa capacidade de extremar o sentido de amor. Nada é feito ao acaso em Carax. Por alguma coisa a doença de Michèle é nos olhos. A luz como metáfora para o amor, para a felicidade. Alex (nome reincidente no cinema de Carax, e sempre com Lavant) tudo faz por amor. E é por isso que é uma das mais belas histórias de amor dos últimos vinte anos. Nos filmes de Carax o amor é algo para se aprender e se conquistar, para crescer com a relação, com a comunicação e o conhecimento entre os dois amantes. Sim, nos filmes de Carax há uma desmesurada comunicabilidade, são filmes repletos de delírios, de existencialismos triviais. Existe ali (em todos os filmes do cineasta) uma força transcendental do amor e uma materialização da obsessão. Uma desesperante fuga à solidão. E aqui (muito mais do que em qualquer filme de Carax) há uma conquista do espaço (o décor) pelas personagens, uma transfiguração desse espaço pelas personagens, por aquilo que elas são capazes de fazer por ele (o espaço) e por si (as personagens). Um tipo de ligação. Les Amants du Pont-Neuf analisa o desenvolvimento dum amor explosivo, louco e obsessivo, o caminho para onde se dirige. O destino? Talvez, mas acima de tudo, o amor.

1 comentário:

Rogerio Floripa disse...

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