11 de outubro de 2010

Gigante (2009)



Há uma coisa fundamental em Gigante (que é precisamente aquilo que ao mesmo tempo o limita e o elogia), a sua despretensão a qualquer coisa que não uma história de amor. Porque é exclusivamente isso de que se trata em Gigante, uma história de amor invulgar. Timidez, voyeurismo e obsessão (?) numa história simples, seca e directa sobre o nascimento de um amor. Não acho que Biniez se queira “passear” pelo lado social ou psicológico como disse Vasco Câmara. Acho sim que se serve do local de trabalho para contar o ponto de partida (e de continuidade) dessa história. Não acho que tenha pretensões a alguma questão social e de psicológico só mesmo o vínculo com a timidez. Gigante é uma comédia romântica sim, mas dum romantismo invulgar e simples. E se é verdade que temos apenas um filme "simpático" (Vasco Câmara novamente), também é verdade que, citando Mourinha, “Gigante é um primeiro filme - e como primeiro filme é uma bela surpresa”.

4 comentários:

João Gonçalves disse...

Estou a pensar ver amanhã e não estou à espera de uma grande obra mas sim de um filme agradável. A tua crítica só veio reforçar o que eu penso...

Álvaro Martins disse...

Sim, é mesmo isso, um filme agradável. Nada de extraordinário mas prefiro mil vezes este Gigante a qualquer uma super-produção hollywoodesca.

Tiago Ramos disse...

É precisamente isso, um filme agradável, mas dentro daquilo que nos chega semanalmente de novas estreias, é bastante bom.

Álvaro Martins disse...

Sem dúvida Tiago.