15 de maio de 2009

Tetro apresentado em Cannes

Estreou o tão esperado Tetro de Francis Ford Coppola na sessão de abertura da Quinzena dos Realizadores em Cannes.

Na página 10 do P2, a letras garrafais e bem gordas, diz assim: “Condenados a querer encontrar o mito, eis apenas Francis Ford Coppola”.
Vasco Câmara continua dizendo: “É uma experiência de frustração, sentimento de perda (não encontramos as razões do mito, testemunhamos impotência de concretização, cansaço). É um filme que foge, que se escapa a sê-lo. Que ao ser operático mais vinca o rigor mortis. Que oscila entre uma teatralidade que se quer mostrar clássica, um back to basics a preto e branco – mas é um exercício escolar, esventrado de energia, serôdio – e irrupções de onirismo e cor que não transcendem o kitsch….
Não é exercício de adivinhação: quem foi aplaudido no palco da Quinzena dos Realizadores foi, ainda, o mito. Por mais que o cineasta independente renascido e autor de pequenos filmes queira fugir dele.”

Resta-nos esperar para ver o filme e tirar as nossas próprias conclusões. Mas a verdade é que não espero muito do filme embora esteja bastante curioso.

2 comentários:

Ritinha disse...

Mesmo. Embora atenda à opinião de (alguns) críticos, manter cepticismo é sempre uma boa premissa.
Espero vislumbrar o mito. A ver vamos.

Álvaro Martins disse...

Isso, a ver vamos.