29 de maio de 2009

Amarcord (1973)

Um filme de Federico Fellini












“Amarcord” é uma viagem de Fellini pela sua infância. Uma viagem nostálgica, um retornar ao passado, ao que lhe é familiar, a tudo o que fez dele o que é. “Amarcord” é isso e muito mais. Obra-prima em todos os aspectos, poético no verdadeiro sentido da palavra o quanto o pode ser um filme. Nostálgico, relato de uma vida, de uma vila, de uma época. Fellini foi daqueles cineastas que fascinou e conquistou o cinema. É extenso o seu legado cinematográfico. Com um estilo próprio e inconfundível, Fellini deixou-nos autênticas pérolas do cinema. “Amarcord” é uma dessas pérolas de Fellini, numa índole intimista sobre o iniciar duma definição de um garoto como indivíduo e numa abordagem política ao fascismo de Mussolini. É uma obra sobre a adolescência, sobre as recordações, sobre o quotidiano, sobre a descoberta do sexo, sobre o que foi. Embora nostálgico e sentimental, “Amarcord” é um filme neo-realista, uma comédia felliniana. É um retracto de uma década repressiva por uma ditadura fascista. Fellini fez uma obra eterna, um filme que narrativamente é original, um filme que dá a sensação de estar vivo, com episódios completamente hilariantes. São muitos e não pretendo alongar-me. “Amarcord” é uma obra-prima imprescindível para qualquer amante do bom cinema. Tinha 11 ou 12 anos quando o vi pela primeira vez. E pensar que foi o primeiro filme de Fellini que vi!

1 comentário:

Ritinha disse...

É uma vergonha mas tenho esta lacuna cinéfila para colmatar. Gostava de saber porque é que os filmes do fellini são mais caros do que os outros da mesma editora. Raios os partam!