19 de abril de 2010

Shine (1996)



Hoje lembrei-me que esta é a melhor interpretação de Rush (do que eu conheço dele). Sem Geoffrey Rush Shine não era nada. Aliás, Rush e Armin Mueller-Stahl são a alma de Shine. Porque Shine é filme de espaço para os actores, de interpretações oportunas. Porque Shine é somente um melodrama meloso, deprimente, filme para prémios. Mas é nos actores que ganha poder, é nisso (no que podia ser) que ganha o seu valor.

3 comentários:

João Palhares disse...

E a música, Rachmaninoff é brutal! Aliás, a própria ideia inicial do filme é muito boa - uma peça daquela envergadura ser capaz de destruir um homem. Se não é bem explorada será culpa do realizador, não sei...

Álvaro Martins disse...

Sim, a música também :)
Não é que seja mal explorada, porque até nem é. A condução narrativa é que inferioriza o filme, o enveredar pelo coitadinho, o sensacionalismo, esteriotipa-o percebes? Comparo muito ao A Beautiful Mind mas com um Rush muito melhor que o Russell Crowe.

O Homem Que Sabia Demasiado disse...

A sequência em que o jovem pianista interpreta a peça "Rach 3" até ao colapso, é tremendamente bem filmada. E é um filme sobre o poder da música sobre o indivíduo.