7 de março de 2010

Shutter Island (2010)

Gostei do filme, do ambiente negro de série B, da claustrofobia e do enclausuramento criado. Shutter Island é, de facto, muito bom filme. Assim como o é Inglourious Basterds, porque tanto um como o outro são puras homenagens ao cinema do género, cada um no seu. E sim, Mourinha tem razão quando refere Fuller, Powell, Tourneur, Lang… Estão todos lá.

7 comentários:

Pedro disse...

Ainda não o vi. Espero vê-lo no cinema, que é coisa que ultimamente é rara. No meu caso, claro. :D

Flávio Gonçalves disse...

Concordo, é uma grande obra - não obra-prima. Muito bom mesmo, tirava-lhe era uns minutinhos que eram dispensáveis. Mas Scorsese gosta de alongar os filmes, não sei bem porquê.

Abraços

João Gonçalves disse...

Mai um que gostou, tanta gente a dizer que é um mau filme e eu não compreendo.

Nas mãos de outro realizador Shutter Island nunca mas mesmo nunca seria tão bom. Apenas achei que há um excesso de planos. Usa tantos quando em algumas cenas bastaria dois ou três. Coisa que não costuma acontecer nos filmes de Scorsese

Também concordo com a crítica do Mourinha. Gostava de ler a do Vasco Câmara já que deu apenas uma estrela ao filme.

Álvaro Martins disse...

Pedro, já somos dois a ir pouco ao cinema. No meu caso, muito pela porcaria de cinema que chega às salas na cidade onde vivo. Felizmente existe a net ;)

Flávio, é muito bom sim, mas não achei que tivesse tempo a mais.

João, o Mourinha é muito mainstream, muito light, muito americano se é que me entendes. Era previsível que adorasse o filme. Penso que o Vasco Câmara não escreveu nenhuma crítica (pelo menos ainda).
Quanto aos planos há realmente algum exagero, mas não prejudica o filme em nada. Shutter Island vale o que vale, pelo género de filme que é. Sobretudo é fiel a um estilo, a um género. E dentro desse género é muito bom, muito bom mesmo. Embora o Di Caprio esteja bem, concordo com o crítico do Público quando diz que "por mais que tente, não consegue atingir o nível de intensidade necessária para habitar a sua personagem".

João Gonçalves disse...

Sim, nem me identifico nada com o que Mourinha escreve, é como dizes, cinema para ele só vindo da América. Desta vez identifiquei-me com muita coisa que disse.

Ao contráqio de ti gostei do Di Caprio, gosto dele como actor.

Abraço!

Deckard disse...

Vi o filme este fim de semana e desde a algum tempo que, na minha opinião, o scorsese, tem cedido cada vez mais, mas sempre somente um pouco de cada vez, a Hollywood. se isso significa que se tem tornado mais mainstream não sei, sei sim que houve alguma coisa com a qual não fiquei completamente satisfeito com este filme. Não me parece que este seja o terreno onde o scorsese se sinta mais à vontade e penso que isso se nota no filme. desconfio que essa é a razão para o uso de tantos planos. E depois temos o Di Caprio, que como de costume fica uns furos abaixo daquilo que o filme exige.

Álvaro Martins disse...

O Scorsese já há muito tempo que se colou a Hollywood, já há muito que se tornou mainstream. E as apostas em Di Caprio são um reflexo dessa sua intenção, um dos actores mais populares do panorama cinematográfico actual. Eu considero Scorsese como um cineasta clássico, não no seu cinema, mas clássico na postura, na maneira de estar no cinema. Parece-me que tenta reinventar aquela Hollywood clássica que se perdeu, só que não é capaz. Mas gostei do filme.