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12 de setembro de 2011

O Biutiful do Iñárritu é um filme catarse, mesmo com todos os facilitismos a foder a premissa do filme, mesmo com todas as choradeiras lamechices e planos à la intelectual de Hollywood a querer explorar o sentimento ou o abstracto ou a luta interior do moribundo, mesmo com histórias paralelas de merda para preencher papel, mesmo com todos os clichés e embelezamentos e sensacionalismos e toda a merda acabada em ismos para fazer render (ai os dólares!) a coisa, mesmo com tudo isso o filme chega lá, à catarse, depois de muita reflexão (ou a tentativa) da morte, depois de tanto sadismo para fazer sofrer tudo e todos (espectador sobretudo), é claro que não deixa ninguém indiferente, a isso apela desde o início (explora-o até ao tutano), a melancolia e a morte estão ali sempre presentes, mais que a morte a preocupação em deixar os filhos com uma mãe bipolar e puta e por aí fora. No final o semblante duro e fechado (de fortaleza) de Bardem transforma-se nas lágrimas agarrado à filha, a rogar para esta nunca o esquecer, porque ele sabe-o bem que a ausência traz o esquecimento, custa-lhe tanto deixar a vida. E a mim custa-me que isto tenha sido realizado por esse Iñárritu, porque em vez dez dum bom ou dum grande filme temos uma premissa mal explorada, oportunista como disse o Luís M. Oliveira. Enfim...uma porcaria.