das intermitências...
17 de abril de 2026
16 de abril de 2026
Freda (2021, Gessica Geneus)
poderosíssimo este freda, filme onde os ecos do colonialismo e do capitalismo reverberam sobre a tela para nos mostrar a miserabilidade que esse poder vigente deixa num país; freda é uma descida ao orco (que se nos apresenta logo naquele inicio que nos conta que houve uma violação), um passeio pela miserabilidade de um haiti corrupto, podre e a braços com convulsões sociais; há em freda, nessa sua génese política que conduz toda a narrativa, um factor subversivo que reclama consciência social e política, pois é na miserabilidade daquela gente que esses ecos coloniais ainda vivem; sóbrio, freda é filme que evita histerismos, facilitismos e sensacionalismo, assim como consegue, ainda que imerso nessa característica política que emerge do seu âmago, não ser um panfleto político; ora, na sua dramatização e na renúncia ao romantismo, freda fala-nos da desumanização daquela gente que culmina naquele final onde mãe e filha espelham a resignação e a descrença humana, da letargia recorrente disso tudo, das escolhas daquelas (e daqueles) jovens que abdicam dos sonhos para sobreviver; em suma, freda é um grande filme.
4 de abril de 2026
30 de março de 2026
“Tant qu’une image est vivante, tant qu’elle a de l’impact (idéologiquement dangereuse ou utile), tant qu’elle interpelle un public, tant qu’elle lui fait plaisir, cela signifie que fonctionne dans cette image, autour d’elle, derrière elle, quelque chose qui est du domaine de rénonciation (pouvoir + événement = « Voici »). Admirable à cet égard est le dernier film de M. Duras (India Song) qui nous donne à saisir (à entendre) d’où vient ce qui nous donne les images.”
23 de março de 2026
18 de março de 2026
12 de março de 2026
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as obras-primas de António Reis e Margarida Cordeiro 1976, Trás-os-Montes Por um filme A única solidão é aquela que não tem passado....










