12 de agosto de 2011

Le Quattro Volte (2010)
Michelangelo Frammartino

Tudo o que possa ser dito sobre Le Quattro Volte jamais fará jus ao filme, jamais conseguirá transmitir o poder que aquelas imagens transportam, a beleza e a imponência daqueles planos-sequência (principalmente aquele de que Vasco Câmara falava aqui) que não existiam em Il Dono, a destreza da câmara e do olhar sobre aquelas quatro vidas ou quatro voltas como que a ganhar vida entre essas voltas, porque tudo volta, tudo é um ciclo, porque tudo começa nas cinzas para nelas acabar (ashes to ashes como dizia VC), porque ali tudo é lúcido e objectivo como no anterior Il Dono, porque ali filma-se a realidade a sobrepor-se à ficção mas sem que esta se apague, filma-se uma qualquer transcendência dos sentidos, do mundo e da natureza que vai desde o homem ao carvão, da vida à morte. Grandioso é dizer pouco.

2 comentários:

Diogo disse...

Mmm, não sei; estive para vê-lo (estreou aqui não estreou?), li uma boa crítica, o filme fez por aí um certo ruído.

Álvaro Martins disse...

Sim, estreou, o Vasco Câmara escreveu bastante sobre o filme, por isso que também não me alongei muito, o que realmente precisava de se dizer já está dito. Foi dos melhores filmes (assim recentes) que vi este ano, sem dúvida, a par (ou quase eheh) do My Joy.