Ontem revi o Miami Vice (já ia a meio quando mudei para a tvi) e, de facto, tomara o Public Enemies chegar aos calcanhares deste. Só o tinha visto uma vez e confesso que após este novo visionamento (metade do filme só) a minha opinião melhorou. Há ali momentos fabulosos de cinema, planos bem conseguidos e uma ambiência negra que enaltecem aquela historiazinha. Puro cinema de acção, mas bom cinema de acção. A cena do resgate é fenomenal. Mas, contudo, continuo a achar que o The Last of the Mohicans é o seu melhor filme.
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22 de agosto de 2010
26 de agosto de 2009
Public Enemies (2009)
“Public Enemies” resume-se a entretenimento. Michael Mann, e apesar de todo o entusiasmo com que Luís Miguel Oliveira (crítico do Público) defende aquela que ele chama de obra-prima do cineasta norte-americano – falo de “Miami Vice” –, não fez, a meu ver, nenhum outro filme que superasse “The Last of Mohicans”, tendo ainda feito “Heat” – filme que se aproximou daquela que é a sua obra-prima quanto a mim.
Mas relativamente a “Public Enemies”, e, aproveitando o termo do crítico do Público, o filme é a história de um ladrão analógico. Sim, é verdade, a analogia é indubitável. Analogia com outros tantos criminosos que existiram nesse país. E todo o filme de Mann fez-me lembrar as cowboyadas americanas de outrora. E Dillinger fez-me lembrar Billy the Kid. Mas talvez seja eu a confundir…
E por isso recuso-me a aceitar este filme como um grande filme de acção. É verdade que Mann conquista o espectador pela câmara, pelos travellings que cria, pela mise-en-scène virtuosíssima a fazer lembrar Spielberg em “Saving Private Ryan”. E assim consegue uma maior proximidade do espectador com as personagens. Mas depois perde-se no jogo do rato e o gato. Perde-se na narração da história, na constante evocação do criminoso perigoso mas dócil para com a sua amada, na repetição imutável do criminoso que vive o presente e teme planear o futuro até ao momento em que perde todos os amigos.
Resumindo, Michael Mann faz um filme violento onde pretende adoptar um estilo noir (o que não consegue) e desilude na condução narrativa que mostra, na previsibilidade com que conduz a narração. Por fim, gostei de Depp e de Marion Cotillard, mas Bale deixou muito a desejar.
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Porque o cinema sempre me acompanhará para onde quer que vá. Até qualquer dia companheiros.