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18 de fevereiro de 2010

A Serious Man (2009)

Gostei de ver o puto judeu a fumar charros, afinal, os judeus não são santinhos nenhuns!!! Gostei do non sense, da queda para um cinema à Woody Allen, da exposição ao ridículo que tão bem sabem fazer. Mas os Coen já fizeram melhor.

17 de junho de 2009

The Man Who Wasn’t There (2001)

Um filme de Joel Coen














Vamos por partes. A história centra-se no ano de 1949, num barbeiro pouco comunicativo que, claramente não está satisfeito com a vida que leva, limitando-se a vivê-la, a observar tudo e todos à sua volta. E esse barbeiro é um Billy Bob Thornton fenomenal, numa interpretação fantástica que enche o ecrã. Depois temos a sua mulher, Frances McDormand na sombra de “Fargo” (1996). Ed Crane (Thornton) e Doris (McDormand) são um casal frio, distante e muito pouco ou nada comunicativo. Na verdade, Ed é visto por Doris como um idiota. Depois temos Frank (Michael Badalucco), cunhado de Ed e dono da barbearia onde este faz dupla com ele. Enquanto Ed é calado, Frank fala pelos cotovelos. Mas Ed é resignado, paciente e pensativo. Enquanto este é barbeiro, Doris é contabilista nos armazéns Nirdlinger. E Doris teve um caso com o patrão (James Gandolfini). Mas Ed apercebe-se desse facto sem que isso o afecte emocionalmente, porque o casamento é só de fachada. Depois aparece um Zé-ninguém com falinhas mansas chamado Tolliver (Jon Polito) e alicia-o com um hipotético negócio da china que o fará mudar de vida. Mas para isso tem que arranjar dez mil dólares. Basicamente é isto, o resto é contar muito para quem não viu.

“The Man Who Wasn’t There” não foge à regra de tudo o que os Coen nos têm habituado. Aqui, eles regressam ao film noir, ao crime e todas as situações hilariantes e embaraçosas que nos habituaram desde “Blood Simple” (1984). Tecnicamente o filme é espectacular, filmado a preto e branco e com uma iluminação portentosa onde os jogos de luz e sombra funcionam na perfeição. Cínico, negro e frio, assim se define o filme. Aliás, assim se define quase todas as obras dos Irmãos Coen. E este não foge dessa vertente, ao contrário do que acontecera com “The Big Lebowski” de 1997, onde os Coen enveredam por uma comédia mais ligeira e onde fogem bastante do film noir. Aqui não, aqui eles mostram toda essa capacidade de criar as mais hilariantes situações encadeadas por acontecimentos irónicos e, podemos dizê-lo, azarados.
Muito bom.