23 de março de 2026

 

2025, Magalhães, Lav Diaz 



magalhães, e o cinema de diaz é sempre espelhado pela lentidão dos seus movimentos e pela sua sonoridade abrasadora, é coisa tão erosiva quanto a sua sentença mitológica que prevalece no final; é na visceralidade dos seus primitivismos, tanto dos colonizadores como dos colonizados, que diaz promove uma espécie de pathos (tendo o seu pico na relação amorosa de magalhães) para combater um logos que tem a sua suprema expresividade naquele final mitológico e sentenciador; ora, magalhães é esse duelo conflituoso entre dois conceitos, filmado e sonorizado magistralmente como diaz já nos habituou

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