18 de maio de 2018

14 de maio de 2018

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ciclo fundamental a decorrer no MTTM

http://mytwothousandmovies.blogspot.pt/2018/05/pelos-pergaminhos-do-cinema-portugues.html

11 de abril de 2018


Filmes vistos que interessem destacar:

(1915) Regeneration - Raoul Walsh
(1926) Mat - Vsevolod Pudovkin
(1928) Potomok Chingis-Khana - Vsevolod Pudovkin
(1930) Au bonheur des dames - Julien Duvivier
(2017) A Legvidámabb Barakk - Noémi Varga
(2017) Toivon tuolla puolen - Aki Kaurismäki
(1987) The Dead - John Huston
(1980) Moskva slezam ne verit - Vladimir Menshov
(2002) Tiexi qu - Wang Bing
(2008) Caiyou riji - Wang Bing
(2014) Fu yu zi - Wang Bing
(2017) Colo - Teresa Villaverde
(2015) Bunker - Sandro Aguilar
(1951) Circle of Danger - Jacques Tourneur
(2016) São Jorge - Marco Martins
(2017) Frost - Sharunas Bartas
(2004) 2046 - Wong Kar-Wai
(2011) Sem Abrigo - José Oliveira, Marta Ramos, Mário Fernandes
(2012) Pai Natal - José Oliveira
(1941) Hideko no shashô-san - Mikio Naruse
(1966) Le Père Noël a les yeus bleus - Jean Eustache
(1974) Mes Petites Amoureuses - Jean Eustache
(1967) Marketa Lazarová - Frantisek Vlácil 
(2017) Nelyubov - Andrey Zvyagintsev
(1943) This Land is Mine - Jean Renoir
(1945) The Southerner - Jean Renoir
(1955) French Cancan - Jean Renoir
(2017) Logan - James Mangold
(2016) La mort de Louis XIV - Albert Serra
(1952) Scandal Sheet - Phil Karlson
(1955) 5 Against the House - Phil Karlson
(1963) La baie des anges - Jacques Demy
(2017) Three Billboards Outside Ebbing, Missouri - Martin McDonagh
(2017) Darkest Hour - Joe Wright
(2017) Churchill - Jonathan Teplitzky
(1957) China Gate - Samuel Fuller
(1963) McLintock! - Andrew V. McLaglen
(1945) Scarlet Street - Fritz Lang

Revisões:

(2000) No Quarto da Vanda - Pedro Costa
(1962) La jetée - Chris Marker

31 de janeiro de 2018

Dunkirk e Blade Runner 2049 vistos. Conclusões:

Achei o Dunkirk deplorável, nada que me espante vindo do suposto génio de Hollywood Mr. Nolan… arrasta-se e arrasta-se num turbilhão de facilitismos, clichés e arrojos técnicos e narrativos que em nada inovam no cinema (até porque já nos seus filmes anteriores os vimos). Quanto ao Blade Runner, é pretensiosismo atrás de pretensiosismo, é noir e não é, é espectáculo visual e sonoro e pouco mais, é Harrison Ford com uns míseros minutos no final a mostrar aos playboyzinhos do Gosling e do Leto o que é representar… enfim, é desinteressante e desnecessário.
L'enfance nue (1968, Pialat)
Mes petites amoureuses (1974, Eustache)


22 de dezembro de 2017

Últimos filmes vistos, duas coisas primorosas, tempo do mudo… ápice do cinema, sumptuosidade total… actualíssimos mas mais que isso, coisas que hoje em dia não se fazem nem há audácia ou destreza nem competência para tal porque o cinema se direcionou para outro caminho. Um registro do que me pareceram:



Regeneration do Walsh é uma fábula ou um conto moral a que tantos cineastas foram “beber”… é provavelmente um dos primeiros filmes de gangsters e um portento quer na narrativa quer no ritmo da acção. Tragédia (como também o é o outro filme), mutação das almas e do ser, a fisicalidade ou a sua mutação que rompe fronteiras (e/ou classes sociais)… a história já é batida nos dias de hoje, conta a história de Owen, um garoto que irá crescer e se tornar homem, inserido num ambiente familiar disfuncional (pai bêbedo e que “arreia” na mulher a “torto e a direito” - mais tarde, já homem, salvará um bebé em condições semelhantes… ironia das ironias, tudo não faz mais senão parte da “regeneration” do título) e de miserabilidade que, ainda em tenra idade, foge do meio/família para iniciar o seu percurso em direcção à criminalidade. No imo desta história de Walsh está a efabulação na sua “regeneration”, na moralidade e no amor donde esta resulta bem como na tragicidade que irá despontar no final. Owen é, talvez, um tipo de personificação da Maria Madalena (ou Madalena arrependida) da Bíblia, ou dum filho pródigo que depois de “mergulhado” no pecado ou, neste caso, no mal (e aqui representado pelos gangs, pela máfia ou coisa parecida) retorna a “casa” – o bem neste caso – numa regeneração impulsionada pelo amor e pela candura de Marie, ainda que para isso seja posto à prova numa situação de lealdade e de “retribuição” para com um dos antigos companheiros. A grande moralidade do filme de Walsh reside nessa mesma “regeneration” do título do filme, na possibilidade do mal voltar a ser bem e de que ninguém está completamente “perdido”. Nessa narrativa do percurso do miúdo que se tornou homem e chefe dum gangue como resultado do meio ambiente (e social), emerge a plasticidade dos personagens e as sombras do mal para serem ofuscadas pela luz do bem.



Mat, ou Mãe, de Pudovkin revela-se-nos ainda mais negro que o filme de Walsh, aqui a tragicidade é total e brutal. Filme obrigatório onde Pudovkin (eternizado ao lado de nomes como Eisenstein, Dovzhenko, Barnet ou Vertov) inova nas técnicas de montagem e nos ângulos de câmara, Mat é a história duma mãe que enfrenta a miserabilidade e a crueldade do feudalismo imperial (ou czarista) russo (ano de 1905) imerge nas sombras do medo e da repressão do poder sobre o povo/proletariado… Pudovkin retrata-o bem naqueles primeiros minutos iniciais, a bebida é o escape para os resignados, o primitivismo possui-os e a frieza ou a crueldade ou a dureza com que são tratados pelos “senhores” espelha-se no seio familiar e na forma como se trata a mulher, as resignadas. Mat parte duma greve laboral falhada e denunciada (está-se no epicentro da transformação política e social marxista que culminaria nas revoluções de 1905 e 1915) que resulta na morte do pai de Pavel Vlasov (o filho), reacionário e opositor do regime que participara dessa mesma greve. Perseguido, denunciado pelos “resignados” (os fura-greves que independentemente da classe social ainda continuam obedientes e fiéis ao poder), a mãe do título, numa tentativa de salvar o filho, entrega-o e “condena-o”, como mais tarde se “condenará” a si própria naquilo que Pudovkin nos mostra ser uma evolução da tomada de consciência das classes ou da classe operária. Mat nada mais é que um retracto da revolução falhada de 1905 pelo olhar dessa Mãe representativa de toda uma classe social, uma reflexão sobre a consciência (a obtenção desta) ou o surgimento da urgente sublevação duma classe social (proletariado) face ao imperialismo e à sua opressão/tirania como coisa necessária e iminente para a sobrevivência deste… Obrigatório.

29 de novembro de 2017

Filmes vistos a registar:

(1937) The Awful Truth - Leo McCarey
(1964) Matrimonio all'italiana - Vittorio De Sica
(1973) Una breve vacanza - Vittorio De Sica
(1967) Da Uomo a Uomo - Giulio Petroni
(1964) Nikutai no mon - Seijun Suzuki
(1956) Mio figlio Nerone - Steno
(1956) 7th Cavalry - Joseph H. Lewis
(1952) Androcoles and the Lion - Nicholas Ray
(1955) Run for Cover - Nicholas Ray
(1958) Wind Across The Everglades - Nicholas Ray
(1978) La Chambre Verte - François Truffaut
(1985) Sans toit ni loi - Agnès Varda
(1961) Paris Blues - Martin Ritt
(1987) Oci Ciornie - Nikita Mikhalkov
(2016) Café Society - Woody Allen
(2013) Krugovi - Srdan Golubovic
(1990) Mo' Better Blues - Spike Lee
(2014) Torneranno i prati - Ermanno Olmi
(1963) I Fidanzati - Ermanno Olmi
(2011) Il villaggio di cartone - Ermanno Olmi
(2014) The Look of Silence - Joshua Oppenheimer
(2009) Tong dao - Wang Bing
(2007) La masseria delle allodole - Paolo e Vittorio Taviani
(1990) Korczak - Andrzej Wajda
(1961) Accattone - Pier Paolo Pasolini
(1968) The Sergeant - John Flynn
(2003) Los Angeles Plays Itself - Thom Andersen
(1977) Hitler, ein Film aus Deutschland - Hans-Jürgen Syberberg
(1982) Parsifal - Hans-Jürgen Syberberg
(2015) Rak ti Khon Kaen - Apichatpong Weerasethakul

Revisões:
(1929) Chelovek s kino-apparatom - Dziga Vertov
(1964) Bande à Part - Jean-Luc Godard
(1965) Pierrot le fou - Jean-Luc Godard
(1975) Benilde ou a Virgem Mãe - Manuel de Oliveira
(1963) Acto de Primavera - Manuel de Oliveira
(1968) Teorema - Pier Paolo Pasolini