7 de setembro de 2010

Stagecoach (1939)






























Porque me lembrei de Ford, porque Stagecoach é talvez O grande clássico dos westerns. Porque mudou o género, porque daqui nasceu uma estrela, John Wayne "The Duke".

6 de setembro de 2010

Yol (1982)










Aparentemente, Yol é um filme sobre uns quantos prisioneiros que recebem uma licença para regressar a casa durante uma semana. Sim, é isso, mas Yol vai muito mais além disso. Porque, essencialmente, Yol trata do ser humano, da sua dignidade, da opressão a que está sujeito, dos dogmas de uma sociedade. Yol é, acima de tudo, um filme político e muito pessoal. E é também um dos melhores filmes turcos que vi.

Recorrente dum naturalismo exacerbado em contraste com a opressão social e política da época (resultante das intervenções militares de 71 e 80), Yol aproveita as vidas de um punhado de prisioneiros para exaltar (ou reclamar) a condição humana. Ou seja, o que Yilmaz Güney e Serif Gören querem mostrar é a condição a que o turco está sujeito na sua sociedade. E não é por acaso que Güney escolhe esse punhado de prisioneiros (ele próprio era um ex-presidiário político e foi aí que escreveu o argumento e o “encomendou” a Gören. Só posteriormente, já no exílio (na Suíça) ele viria a realizar (ou direi antes editar) o filme com os negativos de Gören). Porque o que Güney quer transmitir (acusar) é a ausência de liberdade na Turquia dos anos 80. Como metáfora duma “prisão viva”, da opressão e repressão social e política da época. E Yol está repleto de simbolismos aludindo à liberdade, à opressão, à virtude e à honra. Mas o filme traz também referências constantes à cultura turca, traz um dos mais fortes sentidos realistas que já vi em cinema, traz acima de tudo a desumanização daquele povo (especialmente das mulheres). Sem embelezamentos, sem artifícios. Cru e rude. Grande filme.

The Man Who Would Be King (1975)

O que realmente interessa em The Man Who Would Be King é a amizade entre Daniel e Peachy. E a redenção final de Daniel (a das imagens) é a prova disso. Porque nesse momento é irrelevante a riqueza que se perdeu dum momento para o outro. Porque ali, face a face com a morte, o que realmente lhe preocupa é o perdão de Peachy. Subvalorizadíssimo.

It Happened One Night (1934)











Capra podia voltar do caixão e ensinar muitinha gente a fazer as chamadas screwball comedies.