Estava praqui a lembrar-me qual seria o melhor filme do Preminger. Gosto muito do Laura e do Bonjour Tristesse, mas o The Man With The Golden Arm é um portento de filme. Se tivesse de escolher um seria muito provavelmente esse.
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9 de janeiro de 2011
28 de outubro de 2010
Bunny Lake Is Missing (1965)
Preminger, o cineasta da imoralidade, da iniquidade. Bunny Lake Is Missing assenta naquilo tudo que tenho vindo a salientar sobre o cinema de Preminger, a obsessão e a perversidade do ser humano. E nisso, Bunny Lake é desmesuradamente psicológico e absurdo, complexamente absurdo e que faz com que também nós (espectadores) sejamos induzidos em dúvida. A questão é (como o título indica) o desaparecimento de Bunny Lake, uma menina de 4 anos. E a mestria de Preminger é fazer com que ao longo do filme a dúvida sobre a existência de Bunny Lake seja alcançada também pelo espectador. Mas o mais importante em Bunny Lake (bem como em toda a obra de Preminger) é a mise-en-scène, são os travellings e os movimentos de câmara, são os planos e os enquadramentos, são os espaços e os movimentos dos actores, são as relações entre estes, é a materialização da cena.26 de outubro de 2010
Anatomy Of A Murder (1959)
Filme de espaços é o que mais me ocorre para falar de Anatomy Of A Murder. Espaços para os actores brilharem (Stewart e C. Scott em grande). Filme de ambiguidades e de perversidades (lá está a perversidade que falava há tempos no cinema de Preminger, as obsessões, a conotação sexual, a sua atracção pela imoralidade do ser humano). O que (entre outras coisas) me faz gostar tanto de Preminger (particularmente este e The Man With The Golden Arm) é o jazz a pautar aqueles momentos. O jazz em sintonia com o cinema (lembro-me de Kansas City como outro exemplar disto que falo). Isto é cinema ao qual Hollywood já não é familiar. Preminger foi um grande cineasta, isso é indubitável. E aqui, como em quase toda a sua obra, os enquadramentos e movimentos de câmara são brilhantes. Grande Preminger.25 de outubro de 2010
24 de outubro de 2010
River Of No Return (1954)
Única incursão no western, River Of No Return é, muito provavelmente, o filme mais fraquinho de Preminger. As cenas da jangada deixam muito a desejar e aquilo que realmente tem de bom são os planos naturalistas das montanhas e a profundidade de campo digna de Ford ou de Hawks. E depois há Marilyn a maravilhar, bela e sedutora como o sex symbol que era. Ó Marilyn!23 de outubro de 2010
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