L’Eclisse, o culminar perfeito duma trilogia estrondosa e brutal sobre a incomunicabilidade e a alienação do ser humano, coisa social da alta sociedade porque os pobres estão muito ocupados em tentar sobreviver. Existencialismos sim, mas acima de tudo conflitos interiores e incertezas pessoais, a solidão plena mesmo inclusivamente no seio duma relação, inadaptação ou abstracção ao mundo, às regras, à sociedade, aos convencionalismos, ao amor, coisa irascível ainda que contida, aprisionada no interior das personagens ou no vazio das imagens, das estradas e dos edifícios. São planos e planos e enquadramentos e planos e movimentos de câmara tão virtuosos e tão geniais a invadir o ecrã...
Mostrar mensagens com a etiqueta Michelangelo Antonioni. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Michelangelo Antonioni. Mostrar todas as mensagens
1 de agosto de 2011
L’Eclisse, o culminar perfeito duma trilogia estrondosa e brutal sobre a incomunicabilidade e a alienação do ser humano, coisa social da alta sociedade porque os pobres estão muito ocupados em tentar sobreviver. Existencialismos sim, mas acima de tudo conflitos interiores e incertezas pessoais, a solidão plena mesmo inclusivamente no seio duma relação, inadaptação ou abstracção ao mundo, às regras, à sociedade, aos convencionalismos, ao amor, coisa irascível ainda que contida, aprisionada no interior das personagens ou no vazio das imagens, das estradas e dos edifícios. São planos e planos e enquadramentos e planos e movimentos de câmara tão virtuosos e tão geniais a invadir o ecrã...
10 de abril de 2010
22 de abril de 2009
L'Avventura (1960)
Um filme de Michelangelo Antonioni
O cinema de Antonioni é camuflado. Crítica socialmente mas fá-lo dissimuladamente. É belo, é um cinema que se assemelha mais a Visconti do que a Fellini. Antonioni é céptico quanto à humanidade, sobretudo no que diz respeito a classes sociais abastadas. Ele tenta denunciar esse vazio que a burguesia possui, essa falta de calor humano e de sentimentos puros. “L’Avventura” é isso tudo, essa falta de compromisso, de fidelidade, de decisões emocionais que levam a uma decadência ética e emocional. O filme de Antonioni é romântico e obsessivo, mas também é existencial. É uma procura de respostas para o comportamento humano face a essa ambiguidade existencialista que o Homem demonstra, essa incerteza em clarificar os seus sentimentos, em comunicar as suas emoções e os seus desejos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


















