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7 de maio de 2010

El Secreto de sus Ojos (2009)















De El Secreto de sus Ojos compreende-se perfeitamente a vitória do oscar. De facto, fosse o inglês a sua linguagem e desconfio que seria até um concorrente ao principal galardão. El Secreto de sus Ojos assume-se como um thriller romanceado, uma história de amor platónico em palcos dum regime político numa Argentina dos anos 70. Tudo isto no meio da investigação dum crime violento e atroz como a violação e o homicídio de uma jovem. Portanto, o filme de Campanella é, essencialmente, um exercício sentimentalista e convencional do amor naqueles dois seres humanos e da incessante procura de Esposito na captura de Gómez (o assassino). E narrativamente, se El Secreto de sus Ojos se apresenta competente e afastado de qualquer linearidade com a duplicidade temporal (presente e passado), há que referir também que o filme se torna previsível e demasiado light (ou chamemos-lhe novelístico, corriqueiro) com toda a trama em volta daquele amor perdido no tempo e com algum pretensiosismo em que incorre. El Secreto de sus Ojos é filme de interpretações, de espaços para estas. E é neste campo que o filme de Campanella se valoriza, na expressividade dos actores. Ricardo Darín e Soledad Villamil são, sem qualquer sombra de dúvidas, a alma deste El Secreto de sus Ojos além duma realização que tem o seu momento alto no plano-sequência do estádio, no momento da captura de Gómez.
El Secreto de sus Ojos é filme que prende o espectador. É, além de sentimentalista, filme de aspirações comerciais, cola-se a Hollywood, ao seu cinema “maquilhado”, light e previsível. Un Prophète é muito melhor.