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13 de agosto de 2011
22 de abril de 2011
Tabu e City Girl são dois objectos tão negros mas tão negros quanto as noites mais escuras, coisas pueris que desembarcam na crueldade do mundo, do ser humano, coisas que vão aos confins do inferno, que trazem as trevas à terra, objectos tão utópicos na sua premissa (a felicidade total) que têm forçosamente de cair na lucidez da realidade e da crueldade, coisas brutais na irascibilidade da humanidade, na fervorosa desumanidade do mundo. City Girl é a esperança e Tabu a desesperança, City Girl é a vida e Tabu a morte. Mas ambos são a negrura do mundo no cinema. É Murnau no seu esplendor ou num (ou dois) dos seus esplendores, é a maravilha do cinema, a alma do cinema em toda a sua força, toda a magia e beleza do cinema está ali em Tabu e City Girl.
21 de fevereiro de 2011
Der Letzte Mann (1924)
Friedrich Wilhelm Murnau





A Murnau muito se deve no cinema (e se Rohmer dizia que o alemão era o maior de todos os tempos por alguma coisa era e não andava muito longe da verdade). Curiosamente é o seu Nosferatu (não o menor mas muito menos o maior dos seus filmes) o mais reconhecido de todos. De Murnau jamais esquecerei o seu Sunrise e o arrebatador efeito que teve em mim ainda em tenra idade. Coisa rara no cinema, lírica tão lírica e bela tão bela só possível aos grandes, coisa que Der Letzte Mann alcançou igualmente em mim logo instantaneamente. Murnau sabia bem como ir ao fundo do fundo da compaixão humana, ir ao fundo da alma e trazer o que de mais belo o ser humano pode ter, confrontar isso e outras coisas com os temores e os fantasmas do ser humano, com a insensibilidade ou a austeridade da vida, com a sua inevitabilidade. Sim, Murnau sabia bem como ir lá dentro desse fundo, fazer-se sentir em toda a sua forma e grandeza. Mas (como grande expressionista) sabia moldar o ser humano à rigidez do mundo, trazer toda a negrura do mundo e do ser humano. E mais do que toda a obscuridade Murnau sabia como filmar as trevas, como trazê-las ao mundo para atingir o homem e para o tombar no seu declínio físico e psicológico. Qualquer coisa de tão aterradora e tão violenta como o desabar do mundo inteiro em cima do homem, a queda do orgulho ou da dignidade num só segundo. É nisso que Murnau foi mestre, é isso que acontece em Der Letzte Mann e no Sunrise. E todo e qualquer filme do mundo deve sempre qualquer coisa a Murnau.
Friedrich Wilhelm Murnau





A Murnau muito se deve no cinema (e se Rohmer dizia que o alemão era o maior de todos os tempos por alguma coisa era e não andava muito longe da verdade). Curiosamente é o seu Nosferatu (não o menor mas muito menos o maior dos seus filmes) o mais reconhecido de todos. De Murnau jamais esquecerei o seu Sunrise e o arrebatador efeito que teve em mim ainda em tenra idade. Coisa rara no cinema, lírica tão lírica e bela tão bela só possível aos grandes, coisa que Der Letzte Mann alcançou igualmente em mim logo instantaneamente. Murnau sabia bem como ir ao fundo do fundo da compaixão humana, ir ao fundo da alma e trazer o que de mais belo o ser humano pode ter, confrontar isso e outras coisas com os temores e os fantasmas do ser humano, com a insensibilidade ou a austeridade da vida, com a sua inevitabilidade. Sim, Murnau sabia bem como ir lá dentro desse fundo, fazer-se sentir em toda a sua forma e grandeza. Mas (como grande expressionista) sabia moldar o ser humano à rigidez do mundo, trazer toda a negrura do mundo e do ser humano. E mais do que toda a obscuridade Murnau sabia como filmar as trevas, como trazê-las ao mundo para atingir o homem e para o tombar no seu declínio físico e psicológico. Qualquer coisa de tão aterradora e tão violenta como o desabar do mundo inteiro em cima do homem, a queda do orgulho ou da dignidade num só segundo. É nisso que Murnau foi mestre, é isso que acontece em Der Letzte Mann e no Sunrise. E todo e qualquer filme do mundo deve sempre qualquer coisa a Murnau.30 de junho de 2010
Sunrise: A Song of Two Humans (1927)
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