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16 de junho de 2011

Este nem aquece nem arrefece, mais do mesmo, da mesma frieza e do mesmo metodismo de Petzold mas longe da crueza e da audácia de Gespenster. Tanto psicologismo assim sem mais nem menos não interessa, mal explicado (porque o tenta explicar), aquele twist final uma desgraça, um pouco clichezado, enfim, o pior Petzold que vi ainda que não seja de todo um mau filme.

18 de setembro de 2010

Jerichow (2008)













Num filme (thriller psicológico ou introspectivo) que começa num funeral e acaba com um suicídio, o mais importante (e o que realmente interessa) a realçar é a destreza de Petzold (facto que já tinha comprovado em Gespenster) em estruturar e desenvolver tanto a acção narrativa como as personagens. Petzold, de certa forma, faz-me lembrar Aki Kaurismäki. Isto, porque constrói em torno das suas personagens e das suas inter-relações uma fria e incómoda atmosfera. E isso é uma das razões que fazem de Petzold um talento escondido do mundo (ou pouco conhecido). Triângulo amoroso que dá vida a um jogo psicológico, onde Petzold se interessa mais por nos cativar relativamente ao que estarão a pensar e a planear do que propriamente pelo que fazem os personagens. Jerichow é sobre o recomeço e sobre o amor. É, sobretudo, um filme extremamente bem filmado (tem planos fabulosos), naturalista e empenhado nas expressões corporais. Muito bom filme.

13 de outubro de 2009

Gespenster (2005)

Um filme de Christian Petzold








Há algo comum em todas as personagens de “Gespenster”, algo que é inclusivamente comum nas películas de Petzold. E esse algo é a solidão. A solidão que assola quase todas as personagens do filme. A falta de afecto está bem presente em “Gespenster”.
Já alguém disse que “Fantasmas”, título português, é um filme seco. E compreendo perfeitamente o porquê disso. Os diálogos curtos, a fria relação entre os personagens, a peculiaridade dos movimentos e da narração assim o atestam. E basta ver os primeiros cinco minutos para perceber que é um filme seco, cru e sobretudo uma grande aposta nas expressões corporais dos personagens.
Depois, Petzold reflecte na perda, na dor da perda, no desespero. A perda de um filho, a incerteza da sua existência. Mas o cineasta alemão explora ainda a marginalidade, o amor e a homossexualidade. E a relação entre Nina e Toni é o espelho da frieza, da incomunicabilidade pessoal e da mentira. Até porque a marginalidade está sempre presente.
E “Gespenster” é acima de tudo um filme sobre a solidão, a falta de afecto. Muito bom.